A empresa startup Warhound está conduzindo um projeto inovador de engenharia genética para cães destinados ao uso militar dos Estados Unidos. Com investimento inicial de 200 milhões de dólares, a iniciativa foi anunciada por Ben Lamm, da Colossal Biosciences, e Palmer Luckey, fundador da Anduril, que projetará equipamentos de proteção para os cães, como coletes, óculos e armaduras corporais.
Origens e objetivos da edição genética em cães de trabalho
A Warhound já começou a editar os genes das amostras celulares coletadas de cães doadores, selecionados entre raças de alta performance para atividades militares, policiais e de primeiros socorros nos EUA. As raças predominantes são o Malinois Belga, Labrador e Pastor Alemão. A meta inicial é clonar esses cães após ajustes genéticos feitos por cientistas da Colossal Biosciences.
O foco principal dos ajustes iniciais é a redução da predisposição a doenças comuns nas raças, como displasia do quadril e certos tipos de câncer. Ben Lamm indicou em entrevista ao TechCrunch que no futuro, esses animais poderão receber modificações adicionais para aumentar agilidade, velocidade e a capacidade olfativa.
Parcerias com Anduril e perfil dos envolvidos
Palmer Luckey, conhecido por ter fundado a Oculus VR e por contratos da Anduril com o Pentágono para sistemas avançados de inteligência de batalha, atua como parceiro no projeto, porém nem ele nem a Anduril detêm participação no capital da Warhound. A Colossal Biosciences possui participação acionária e Ben Lamm integra o conselho da startup. O CEO atual é David Spirk, ex-funcionário da Palantir.
Embora haja especulações de criação de cães ciborgues, por ora a Warhound se limita às modificações genéticas e ao desenvolvimento dos equipamentos de proteção e suporte tecnológico projetados pela Anduril.
Expectativa para os primeiros cães geneticamente modificados
Os primeiros cães geneticamente modificados pela Warhound estão previstos para nascer no início de 2027. Após seu nascimento, passarão por treinamento em atividades típicas para cães de trabalho, como detecção de explosivos e operações de busca e resgate.
Contexto e repercussão
Este desenvolvimento insere-se no crescente uso de biotecnologia e inteligência artificial em setores militares, enfatizando melhorias na eficiência e segurança dos agentes biológicos empregados, neste caso, os cães. A iniciativa levanta também debates éticos sobre a manipulação genética de animais para fins militares, seu bem-estar e as consequências futuras desse tipo de tecnologia.
Para mais detalhes, o relatório original pode ser consultado no Engadget.



